sábado, 27 de maio de 2017

Resenha - Para onde vamos





  • Autor: Jairo Buitrago
  • Ilustrações: Rafael Yockteng
  • Tradução: Márcia Leite
  • Editora: Pulo do Gato
Assim que recebemos o pacote, fomos abri-lo. A expectativa foi grande e para registra-la fizemos nosso primeiro vídeo de "unboxing". Confira o vídeo na página:https://www.facebook.com/www.leituraseleiturinhas/
O pequeno leitor aqui de casa achou impressionante  encontrar  os marcadores que vieram junto com o livro.
É pelos olhos dessa garotinha que o leitor toma conhecimento de uma  viagem cheia de imaginação.
Logo no inicio, ela nos conta o que gosta de fazer enquanto viaja com o pai.


Pelo caminho,  ela gosta de contar tudo o que vê:  pessoas, pássaros, estrelas, crianças, soldados...


As nuvens são uma diversão à  parte,  nelas observa os desenhos de cisnes, árvores e  coelhos...


A viagem é  longa, passam dias e noites e ninguém nunca responde a pergunta que ela faz:
_ Para onde estamos indo?

As ilustrações permitem ao leitor ir além do texto verbal, por elas é possível  contar quantos meios de transportes eles utilizaram durante a jornada: balsa, trem, carro, camionete... Não viajam sozinhos, avistamos uma fronteira e deduzimos o que estão fazendo e para onde estão indo. Não é uma viagem à passeio, nem confortável. A figura de um coiote faz alusão às pessoas que ajudam no transporte para o outro lado da fronteira em condições precárias e ilegalmente.
     

Às  vezes, param em algum lugar à beira da estrada  e o pai precisa conseguir trabalho para ganhar algum dinheiro para seguirem viagem novamente.
                                   
                              
É nesse momento que dependem da ajuda de outras pessoas para  fazerem companhia a pequena narradora. E ela, continua observando, contando e brincando.


          

Toda viagem nos deixa algo, seja bom ou ruim, é o que podemos notar na brincadeira do trem que transporta pessoas. São suas vivências representadas nas brincadeiras.

Ela conta e brinca. O que mais poderia fazer?  

             

E a viagem recomeça... 

A pergunta é a mesma:
_ Para onde vamos  agora?
A diferença é que agora ela tem outras companhias além do pai, dois coelhos brancos.

O livro não acaba por aí, as ilustrações finais podem nos dizer muito mais. 
O que será que dois coelhos brancos podem significar?
Será que eles ficam presos na caixa, durante a viagem?
Será que nossos viajantes conseguem atravessar a fronteira?

É o tipo de leitura que nos conta muito por meio das entrelinhas e por meio das ilustrações, capaz de suscitar certos questionamentos: Será que estão fugindo? Será que estão atravessando a fronteira em busca de melhores condições de vida, um trabalho, uma escola? Será que não conseguem viver em seu próprio país? Será que tiveram a casa destruída por conta de uma guerra? Por que estão enfrentando tantos perigos?

O livro nos remete a outras leituras com  temáticas semelhantes, por isso quem gostou da premissa de Para onde vamos, também irá gostar de:

  • Eloisa e os bichos, o qual suscita questões sociais relacionadas à imigração. 
  • Um outro país para Azzi, que junto com sua família parte para outro país onde vive em condição de refugiada em processo de adaptação.
  • As cruzadas das crianças, que nos conta a jornada de um grupo de crianças órfãs. Fugindo dos horrores provocados pela Segunda Guerra Mundial,  buscam um lugar seguro.
                    
São  livros que possibilitam leituras sobre outras culturas, aproximam universos que parecem distantes,  o leitor entende os problemas que outras crianças enfrentam, colocam-se no lugar delas e aprendem a respeitá-las.
É uma grande contribuição para construção  de um olhar empático que buscamos desenvolver nos nossos leitores.



                                                 
Todos da Editora Pulo do Gato. Logo farei uma resenha dos três.



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